quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"Esquece o que vai na rua. Vem ser minha, eu serei teu."

Eu, naquele momento, não conseguia ouvir mais nada no mundo sem seres tu. Estava tanto frio lá fora e estava tudo tão silencioso. Queria ter parado no tempo, parar aquela noite e torná-la eterna.
Eu se pudesse acabava com qualquer dia, com todos os meu dias, só para ter longas noites contigo. Sentir o teu corpo quente ao lado do meu, sentir-te a agarrar-me de uma forma bem forte novamente. Mas, só por si, este pensamento já está condenado, bem ali. Nós não podemos ter só as noites repletas de magia que nos aquecem do frio. Nós temos que ter os dias também, os belos e impacientes dias que estragam tudo com os cronogramas inevitáveis e os horários obrigatórios que não se cruzam.
Naquela noite nada foi marcado, nada foi errado, simplesmente aconteceu. Gosto de momentos imprevistos. Não tínhamos marcado hora e muito menos marcado lugar. Mas naquela infinita possibilidade de tempos, os nossos tempos e os nossos lugares coincidiram e deu-se o encontro. Esquecemos o táxi e deixámo-lo ir.
Queres saber uma coisa? Liga-me. Escreve-me. Apanha o primeiro autocarro e bate à minha porta sem avisares.
De repente eu queria mesmo, de verdade, ver-te de novo naquele instante, naquela noite.

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