quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

(Ao telefone à meia noite e meia)

Ele: Ela disse assim "tenho de mudar, tenho de parar de ser estúpida" e eu respondi-lhe "assim tu não estás a ser tu própria".
(eu começo-me a rir que nem uma doida) 

Ele: (risos) o quê? 
Eu: Olha o que tu disseste! Oh meu deus! - continuo a rir - Oh meu deus desculpa... - começo novamente a rir.
(ele começa a rir desalmadamente)
Ele: (cai em si e fica com remorsos) ...Não! Oh mas não era isso que eu queria dizer! Oh parva! - e começa a rir novamente.
Eu: (rir) Ah agora eu é que sou parva. Ai tu matas-me.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


E mais uma vez, hoje lá andei eu numa de fada do lar a tentar pôr o meu quarto em ordem. O meu quarto parecia um cenário de guerra. Não tenho tempo ou paciência para o arrumar portanto, normalmente a roupa coabita com apontamentos e assim estava. Mas hoje ganhei coragem e disse "Não! Vai ser hoje! Vai ser hoje que vou limpar o meu Reino!" e assim foi. Tudo voltou ao sítio.
Mas há uma sensação que eu adoro. Gosto de, quando acabo de limpar e arrumar o meu quarto, partir logo para dentro da banheira e tomar um bom banho quente. Tomar um bom banho, vestir um pijama e vir para o meu quarto, para o meu refugio, o meu cantinho. 
Gosto do cheiro a limpo com que ele fica após uma reviravolta, entendem-me? Mas pronto. Entretanto, mais uma vez (para não variar), perdi-me enquanto arrumava o meu quarto, mais precisamente na minha secretária. Quem diria que tinha lá tantas coisas interessantes...

domingo, 27 de janeiro de 2013

Querido Cromo.

Somos praticamente como a Cinderela e o Príncipe Encantado, excepto que no nosso caso a Cinderela está a maltratar o pé para chamar a atenção e exibe falsos sintomas de convulsões, e o Príncipe Encantado não está nada obcecado por sapatos. Mas fora isso... 

A serio, não teria sido mais fácil para o Príncipe ter simplesmente reconhecido a CARA da Cinderela?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Não quero meter nojo ou inveja...

Mas eu gosto desta pausa que tenho andado a fazer desde 17 de Janeiro e que se vai prolongar até 13 de Fevereiro :)
Há quem chame de férias, mas eu prefiro pausa porque são poucos dias. Poucos mas bons.
Faculdade, se continuares assim vou ser obrigada a dizer que até gosto de ti. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

... Boa noite

"- Sabes o que escreveu Shakespeare quando o Rei Lear morreu no Acto V? Escreveu "Ele morre". 
Só isso, mais nada. Não há fanfarras, metáforas, brilhantes últimas palavras. 
O culminar da obra dramática mais influente do teatro é, "Ele morre". Só um génio como Shakespeare se lembraria de "Ele morre"... E porém, sempre que leio essas duas palavras sinto-me invadido pela disforia. Sei que a tristeza é natural, mas não devida às palavras "Ele morre", mas pela vida que vimos antes dessas palavras. 
Já vivi todos os meus cinco actos, Mahoney. Não peço que te sintas contente por eu me ir, peço apenas que vires a página, continues a ler, e deixes começar a história seguinte. E se alguém te perguntar por mim, que relates a minha vida e todas as suas maravilhas, terminando com um simples e modesto "Ele morre".

- ... Eu adoro-te
- ... E eu a ti. 

Adeus, meu amor"

domingo, 20 de janeiro de 2013

Adoro estes senhores.

Odisseia na RTP1

Adorei o acordar de hoje!

Só uma mãe consegue fazer isto, sentar-se na cama com o maior cuidado e acordar-me com milhares de beijinhos de bom dia! 

Já sei a quem saí.

Durante a noite passada a minha mãe não conseguiu dormir quase nada. Não conseguiu dormir por causa do vento que se fazia ouvir lá de fora e por causa do estrondo que um galho enorme fez ao cair sobre um carro na nossa rua.
Embora estes fossem uns dos motivos, para mim o motivo mais importante pelo qual a minha mãe passou a noite toda às voltas na cama e o que me fez pensar logo "Eu sabia que tinha que sair a alguém" foi, enquanto ouvia o vento e a chuva que ia lá fora, ela só pensava naquelas pessoas que não têm casa, os sem-abrigo. Os despojados de regras e de sonhos, onde a doença e a degradação física predominam. Ela só pensava em como aquela noite estaria a ser difícil para eles, onde muitos não têm como se refugiar e nem pernoitar, o frio que estariam a passar, a chuva com que podiam estar a levar em cima. Que não tinham um ambiente acolhedor para passar aquela noite horrível. Estes dias devem ser, sem dúvida alguma, os piores dias para eles, para quem faz da rua a sua própria casa.

sábado, 19 de janeiro de 2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Gosto daquela magia que só uma criança consegue transmitir.

Hoje na estação de Entrecampos uma senhora veio até mim e perguntou-me qual era o comboio que passava por Queluz e eu respondi-lhe. Entretanto, a senhora acabou por ficar lá ao meu lado mais o seu filho David, até o comboio chegar. Desde logo começámos a falar. 
O David disse-me que queria um robô, porque os robôs falam. O David mais o seu riso energético, não parava de se meter comigo e eu com ele. Ele ria-se e ria-se e fazia-me rir a mim. No inicio, como é normal, houve aquela vergonha habitual, mas com o tempo foi-se abrindo e eu por momentos conquistei-o. 
Mal entrámos no comboio, ele quis ficar ao pé de mim e eu achei uma doçura. A mãe dizia-lhe que não podia ser e para parar de se meter comigo porque eu já tinha namorado. Eu achei engraçado e ri-me e ela de um modo carinhoso sorriu. Desde o inicio que falei com a senhora, sabia que a tinha conquistado também. 
Ele meteu-se comigo o caminho todo. Fazíamos caretas um ao outro e logo a seguir riamos desalmadamente. Todas as pessoas olhavam para nós como, se de algum modo, nós tivéssemos uma ligação familiar. Mas a verdade é que não, éramos apenas meros conhecidos que se tinham encontrado em estações anteriores. 
Ele falava dos palhaços que tinha ido ver ao circo e do quanto gostava de ser um palhaço também, gostava do Ruca e de comboios. Era um menino muito engraçado, querido e tinha um sorriso maravilhoso. Era lindo e eu achei-o fantástico. 
No fim, quando chegámos a Queluz, ele despediu-se muitas vezes e acenava enquanto dizia "xau..." e eu sorri e acenei também. No momento em que me disse xau e se virou para a mãe, o seu sorriso desvaneceu. Fiquei a perceber que de alguma forma aquela viagem o alegrou, animou e que, de certo modo, ele tinha gostado de me conhecer. 
A mãe, agradeceu-me bastante pela ajuda e que tinha gostado muito de me conhecer e eu agradeci e disse-lhe o mesmo.  Mal ele saiu, eu ouvi-o a dizer novamente "Mãe... quero um robô".

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Boa noite :)

"- Um dia destes ainda havemos de jantar os dois! - disse-me ela.
Fiquei a pensar naquela fracção de tempo, "um dia destes", tão pequena quando comparada com a minha vontade estar com ela. Mais pequena ainda do que isso, já que nesse dia se reduziria a um jantar. Lembrei-me duma música que ouvira no carro uns minutos antes, numa rádio que só passa canções dos anos oitenta, e que dizia que "a culpa é da vontade que vive dentro de mim e só morre com a idade, a idade do meu fim".
- Um ano destes ainda havemos de nos Amar os dois! - respondi-lhe.
A partir desse momento perdi a coragem de a fitar nos olhos. Não porque me apetecesse fugir, mas sim porque passei a sentir-me um invasor. Estávamos a lanchar e ela escondera o sorriso tímido por trás duma chávena de chá fumegante. Esperei um pouco e passeei o meu olhar por todos as coisas desinteressantes daquele café de esquina até a ouvir dar sinal de vida.
- Uma vida destas ainda havemos de nos Amar os dois! - insistiu ela.
Foi a primeira vez que demos as mãos um ao outro e durante dois meses vivemos um Amor eterno."

Ivar Corceiro

Por aqui, o dia está a ser assim

“Life’s not a spectator sport. If watching is all you’re going to do, then you’re going to watch your life go by without you.”

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Agora que vejo o que escrevi no outro post, faz-me pensar. Eu iria viajar sim, sem problemas, mas tinha que voltar. Eu ia, mas voltava. 
Embora diga que não tenha coisas que me prendam aqui, a verdade é que tenho. Tenho os meus amigos, tenho a minha família... tenho muitas pessoas. 
Eu não conseguia estar muito tempo longe do Rafael ou da Sónia, da Maria e até mesmo da alegria constante da Joana... eu sei, pode parecer estúpido, mas quando estou em baixo e a passar aquela linha do "estar mal para o pior", só o facto de estar na companhia do Rafa já me alegra e o meu estado muda completamente. Não sei porquê. Não sei se é por ele me puxar para a realidade ou fazer-me viajar por mundos que, nós sabemos, que nunca vão acontecer. Por favor... sejamos realistas, nós nunca iremos ser os Novos Ricos e nem vamos aparecer na capa da Vogue. Mas era óptimo se este nosso filme fosse verdadeiro! 
Imagina só, todas as noites em festas com o Tom Daley, ou com o Zac Efron e até mesmo com a tua preferida, Dakota Fanning e muitos mais... isto sim, era algo.
Eu não conseguia ir embora e partir para sempre. Viajar é uma coisa que eu adoro, adoro mesmo. Adorava ir e conhecer novas culturas, novos sítios, novas pessoas, novas formas de pensar... isso sim. Ir à Índia, à Austrália, à África, ao Brasil, ao México, à Grécia, a Roma, às Ilhas Gregas, ao Alasca, à Irlanda, ao Japão, à Costa Rica, a Cuba, às Bahamas, a Bali, aos Himalaias, à Jamaica, a Madagáscar, às Ilhas Canárias... fazer o caminho marítimo que o Vasco da Gama fez para chegar à Índia... 

Mas o meu viajar, é um viajar de ir com um cheirinho a volta. Iria percorrer o mundo em mais ou menos dois anos, mas nunca ficaria eternamente longe, tinha que voltar para o meu cantinho.


Porque vocês são o meu porto seguro e fazem-me voltar à minha sanidade mental. 

Viajar...

Ir para outro país é uma coisa má? Eu acho que não. Se me dessem a mim essa possibilidade eu ia sem problemas e nem pensava duas vezes. 
Não tenho nada que me prenda aqui, o que é uma coisa boa quando somos jovens. Não temos nada que nos prenda. Tabom... é verdade, tinha os meus pais e eu não conseguia estar muito tempo longe deles, porque sou "viciada" no carinho que eles me dão. Mas já existem telemóveis e uma coisa fantástica chamada internet. Já os amigos que cá deixava, se fosse mesmo uma amizade verdadeira nem a distância iria afectar ou destruir, e para não falar que iriam ter uma casa de férias. Estaríamos só há distância de um "click". 
Ia conhecer novas pessoas, novos sítios, novos ares... ia começar do zero. Nada melhor que viajar, que ir para outro país, mudar de ares e de caras. Viajar devia ser o meu nome do meio. 
Se me dessem essa possibilidade, eu ia. Um dia parto e vou conhecer o mundo inteiro, e só volto passado um ou dois anos.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Após saber que eu me tinha lixado para ajudar uma pessoa, a minha mãe diz: 
"Tu e a tua mania de ser boa moça samaritana"
Será educação, será que é do meu feitio ou simplesmente parte da minha essência?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Pausa no estudo...

Para ver o O Corcunda de Notre Dame 2, no canal da Disney.
Gosto tanto destas pausas que eu proporciono para mim.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013