sábado, 13 de outubro de 2012

Eu sabia que um dia tinhas que ir, mas não sabia que seria hoje. Nós nascemos para morrer, essa é a verdade, mas não pensei que fosse já. Mesmo com Alzheimer tu eras forte, tinhas força dentro de ti tio Lucas. Já tinhas alguma idade é verdade, mas ninguém queria que tu partisses tio. Ninguém se habituou à ideia ainda, mas com o tempo iremos chegar lá. Mas sabe, você acabou por juntar a família, mesmo não sabendo. 
Não existem palavras para exprimir o que se sente neste momento, não existem razões que nos aliviem quando alguém nos deixa.
Ele morreu. E eu pergunto. Quem somos nós? O que andamos a fazer com as nossas vidas? queixamos-nos de tudo e mais alguma coisa, somos mesquinhos, tão pequenos, tão efémeros que nem temos noção disso. Preocupamos-nos mais com o namoro que acabou, com a outra ter silicone e vocês serem tábuas, com o carro da vizinha, a casa do namorado da amiga, a sorte dos outros, a celulite que não desaparece, as estrias que teimam em ser mais do que o número de sapatos que têm no armário. Discutimos por tão pouco. E saber que passamos a vida a chorar e achar que morremos quando as relações terminam e depois levamos pontapés na cabeça, no coração e na alma quando estas coisas nos acontecem. Ele foi embora da terra mas continua cá nos nossos corações. 


‘Nunca é tarde demais, nem cedo demais para as pessoas se revelarem.
Nunca é tempo demais para as pessoas se conhecerem. Nunca há tempo que seja suficiente. Há sempre desculpa por ser cedo demais e sempre desculpa por ser tarde demais.Por isso, casa passado 10 anos. Casa passado 2 dias. Trai passado 10 horas, trai passado 2 anos’


Austin City Limits. Music Festival

Está um dia perfeito em Austin, desde tarde até agora. Agora o sol se põe. Cai a noite e a lua começa a brilhar. Aquelas cores do fim de tarde com um conjunto de músicas perfeitas... está lindo. Faz-me querer voltar aos dias de SuperBock, voltar a ir a um Festival. 
Estou a adorar o concerto dos Florence and the Machine. Que voz que a Florence Welch tem... bolas.

                                 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Hoje deu-me para isto...

"As coisas vulgares que há na vida não deixam saudades,
só as lembranças que doem ou fazem sorrir
Há gente que fica na história, da história da gente
e outras de quem nem o nome lembramos ouvir
São emoções que dão vida à saudade que trago
Aquelas que tive contigo e acabei por perder
Há dias que marcam a alma e a vida da gente e aquele em que tu me deixaste não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha, já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade que o fogo do amor sob chuva, há instantes morrera
A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade e eis que ela bate no vidro trazendo a saudade"