quinta-feira, 27 de março de 2014

quarta-feira, 26 de março de 2014

Escrito por ele. - I Capitulo

"Olha, vou contar-te algo que não era suposto alguém saber mas, eu confio em ti. 
Quando a conheci e falámos pela primeira vez, eu senti uma coisa tão estranha em mim. Eu não sabia o que era... mas uma coisa eu tinha a certeza... vinha do coração. Essa sensação parecia algo vindo doutro planeta, um planeta que poucos conhecem mas onde há vida... vida eterna.
E lá estava ela. Num café com os seus amigos habituais. E comigo. Ela é espantosa, realmente deslumbrante. "Ela" - a "Ela" e não uma "Ela".
Desde o primeiro dia que nos conhecemos que ainda não parámos de falar, falamos todos os dias, quase todas as horas. A amizade tem vindo a crescer e tem vindo a tornar-se bastante importante para os dois. 
Os nossos lábios tocaram-se pela primeira vez num dia muito chuvoso. Tínhamos ido ao cinema ver o The Monuments Men, à sessão das 15h45/15h50. Nós fomos ao cinema, pois, isso era uma consequência que ela tinha que cumprir. Ela estava em dívida comigo, contudo, essa divida acabou por se transformar numas três... Não vou explicar porquê, pois, isso não iria interessar-te. Mas desde aí, a vontade de os sentir novamente tem sido cada vez maior. Mas eu não posso. Tenho que esperar. Tenho que esperar por ela..."


Bruno Ferreira

domingo, 16 de março de 2014

Bom Dia*

Está sol!! Já é de manhã!! 
E ele está aqui ao meu lado a pedir-me para dar um Bom Dia a todas vocês :) 

Caio Fernando Abreu. Hoje, o nascer do sol estava lindo ♥

Que seja doce o dia em que eu abrir as janelas e me lembrar de ti. Que sejam doces os finais de tarde, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o fim de semana chegar. Que seja doce a espera pelas mensagens, ligações e e-mails bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a sua voz ao falar ao telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, os seus olhares, o seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afecto. Que sejam doces as suas expressões faciais e até o levantar da sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu irei sentir ao lado dele. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como tu irás segurar a minha mão. Que seja doce esse amor! 
Que sejamos doces. E seremos, eu sei.

É estranho... mas gosto

Não ligues ao facto da música ser de quem é. Sim, Querido C.? Obrigada.

... Pode estar estranho, mas hoje não deu para mais.

Hoje, como já é norma, fomos ao café à noite só que hoje foi diferente. Tudo foi diferente. Para começar, eu estava estranha e isso foi o pior de tudo. Eu estava mole, estava "coisinha" e não estava em mim. Se calhar estava fria, mas não era culpa minha - pelo menos não era de forma intencional. Havia o sorriso, como sempre, mas estava meio esvoaçado, entendes? Não estava totalmente em mim. Porém, houve um momento giro. Momento esse que eu adorei. 
Já no final da noite, eu fui ao balcão e pedi um café. Enquanto a Anita me tirava o café eu pus-me a olhar ao meu redor e vi um pote cheio de sugos... sabes? Eram de limão e estavam a olhar para mim. Não tiravam os olhos de cima de mim e eu não consegui resistir. Olhei para a Anita e disse que também queria uns sugos. Ela trouxe o pote e eu tirei 4... e paguei. Ao receber o troco e depois de o pote já estar no sitio, eu pensei "não... 4 é pouco, quero mais." Exprimi o pensamento cá para fora e pedi desculpa pelo incomodo. A Anita riu-se e disse-me para não pedir desculpa. Tirei mais dois e a Anita ofereceu-me mais um. Eu quis pagar o ultimo, mas ela não deixou e então eu não tive mais solução nem opção sem ser aceitar e agradecer. 
Posto isto, comecei a pegar nas coisas para partir novamente para a sala onde estava, para ir ter com eles... até que... uma menina muito simpática e especial virou-se para mim e fez-me uma pergunta. Eu não percebi à primeira e foi preciso ela repetir, então, só aí é que eu entendi. Ela perguntava-me de quem eram os sugos e eu sorri e respondi logo "Queres um...?" e ela respondeu que sim e então eu dei. Ela agradeceu, eu sorri e voltei para ao pé deles. Quando lá cheguei contei o sucedido e continuámos a jogar.
Passado um pouco,
a menina especial veio até à sala onde estávamos e eu olhei e disse-lhe um "Olá" que ia acompanhado com um sorriso. Ela disse o mesmo e veio até mim dizendo que tinha um sugo para mim. Que como eu lhe tinha dado um, que aquele que ela me trazia e dava, era para mim. Eu achei lindo aquele instante. Aquele foi sem duvida o momento mais querido e simpático do meu dia. Ela estendeu o braço e queria dar-me o sugo. Eu agradeci e sorri. Não me contive e sorri muito. Queres saber porque sorri tanto? Sorri tanto porque adorei o momento. Mas não consegui aceitar... Disse para ela ficar com ele, que era para ela. Ela agradeceu, sorriu e foi embora com um ar muito querido. Sabes aquele ar meio envergonhado?! Era o dela.
À saída do café, estava só eu e ele já na sala a arrumar as cartas. Ela apareceu e perguntou qual era o jogo que íamos jogar e nós dissemos que já não íamos jogar nenhum, pois, íamos embora. Nesses momentos eu perguntei-lhe o nome, chamava-se Beatriz... Sei que disse "Olá Beatriz, eu sou a Sofia". Ela sorriu e cochichou de uma forma envergonhada com o Gonçalo, o amigo - acho eu. Após isto, eu fui-me embora... mas foi assim que conheci a Beatriz e foi assim que o meu dia ficou melhor... por alguns instantes.



Querido C.

Eu... costumo iludir-me tão facilmente, gosto muito facilmente das pessoas. Poucos me conquistam mas quando o conseguem... Ai, quando o conseguem. Quando conseguem, eu começo a gostar delas de uma forma diferente. 
Então se me começo a apaixonar, claro que é diferente... Mas não devia. Quando te apaixonas por alguém, tu sofres. Mesmo que não queiras, tu sofres. E eu costumo sofrer bastante. Acho que parte de mim pensa que quando gostamos de alguém é preciso sofrer, que é preciso chorar, é preciso viver intensamente. Esta parte, que eu acabei de falar, é chamada a parte de "ser rapariga". Parece que tudo tem ser dramático.
- Sofia, não tem. Tu não és assim. Tu não és dramática, tu não és assim tão "gaja". Pára.
Tu só estás assim nestes dias porque estás com o Chico. Estás Chica, como um disse há pouco. Isso só dura 5 dias.
Eu não digo que estar apaixonada é mau, porque não é. Não é, de todo. Eu com isto não estou a dizer que não devemos amar alguém, que não nos devemos arriscar a apaixonar-nos, que não devemos gostar de outra pessoa. Só digo que, se te permitires a isso e se deixares alguém entrar... no fim, tu vais sofrer. Muito ou pouco, tu vais sofrer. Vais chorar, vais gritar por dentro... vais ficar partida em pedacinhos ou então em duas metades. Mas vais ficar partida, dê no que der... Tu decides se arriscas ou não.