quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Coisas interessantes

"Estava eu sentada num banco exterior ao pé da esplanada da faculdade à espera de uma amiga minha, quando de repente um rapaz e uma rapariga sentam-se ao meu lado. Quando se sentaram o banco ficou de tal modo tão pequeno que eu já não ouvia os meus pensamentos, mas sim a conversa deles. 
O tema da conversa era: é possível um beijo ser a resposta para todos os nossos sentimentos? É possível um beijo revelar o que se sente um pelo outro? 
Ele achava que sim, que com um último beijo conseguia-se perceber se duas pessoas ainda gostavam uma da outra ou não. Se houvesse um sentimento especial incutido no beijo que se dava, era porque ainda havia ali algo que não tinha sido esquecido, como um click mas mais lento e duradouro consoante o beijo. 
Percebia-se claramente que aqueles dois já tinham sido um casal e definitivamente ele não a tinha esquecido. O rapaz que estava naquele banco queria uma forma de comprovar se ela já o tinha esquecido ou não. Ele queria pôr os pontos nos is, mas ela contrapunha com vários pensamentos e argumentos. Não achava possível que aquilo fosse verdade, achava que era só mais uma forma de ele a ter por mais alguns minutos. Ela tinha medo de voltar a sofrer, tinha medo de que aquele beijo fosse voltar a relembrar-lhe o que ainda sentia por ele e que não queria demonstrar. 
Mas aquela conversa não bastava ser só entre eles os dois que de um momento para o outro oiço "Olha..." e eu por instinto olho e é aí que o rapaz me faz entrar na conversa com uma simples pergunta "Achas que um beijo pode revelar sentimentos?", eu sem querer demonstrar que tinha ouvido a conversa respondo "Acho que sim..." mas logo a seguir a rapariga pergunta "Mas não achas que quando duas pessoas acabam é porque não dá e então não se devia voltar a entrar mais no assunto?". Bem, com esta pergunta a coisa ficou mais complicada. Eu não sabia o que responder, não sabia o porquê de eles terem acabado e nem sabia se aquele beijo que ele tanto queria era a solução. Até que respondi o que achei mais correcto "Nós juramos amor muito facilmente, mas como devemos saber nada dura para sempre. Tudo tem o seu tempo para acabar, a morte é inevitável. Mas acabar com a sensação que por alguma razão podíamos ter feito mais, ficarmos a achar que podia ter sido diferente, acho que isso é sempre uma forma errada de agir.  As relações têm de ser autênticas, vividas até ao limite, têm que nos levar à loucura, mas se as relações terminam é porque assim tem de ser. Mais vale ficarem loucos por terem tentado do que loucos por acharem que o podiam ter feito e não fizeram. Eu acho que o beijo pode provar alguma coisa sim, pode provar que ainda existe algo que não foi totalmente esquecido, mas um abraço também. Aliás, às vezes um abraço forte, caloroso e carinhoso é o melhor que se pode dar e receber. As saudades, a distância é uma das formas que se tem de se saber a falta que um tem do outro." Bem... eu respondi algo mais ou menos assim.
Ele concordou com o que eu disse e perguntou à rapariga se ela ainda sentia algo por ele. Ela meio nervosa respondeu que o amava, os olhos do rapaz brilharam de uma forma impressionante e logo de seguida ele abraçou-a carinhosamente contra o seu peito e sussurrou-lhe algo ao ouvido, coisa que eu penso que tenha sido a responder que também a amava e depois um beijo dali surgiu como nos finais felizes. 

Eu achei que estava dentro de uma cena romântica de um filme e adorei, mas a verdade é que por momentos também quis que algo do género me acontecesse a mim. Não é justo, tanto romantismo à minha volta. Se calhar também fiquei assim mais por causa do Chico... não sei, bem não interessa. The end "

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